FÉ E OBRA DE MÃOS DADAS PARA A VIDA ETERNA.


 (Tiago 2.14-26)
INTRODUÇÃO
Há quem veja, nas Escrituras, um provável conflito entre os escritos de Paulo e os de Tiago, com relação à justificação - se somente pela fé ou também pelas obras. Como veremos no estudo desta lição, a Bíblia não tem discrepâncias. As possíveis divergên­cias são aparentes, e se desfazem sob o estudo cuidadoso dos textos.

I. CONCEITOS DE FÉ E OBRAS

1. A fé. A palavra fé ocorre 244 vezes no Novo Testamento. Pode ser vista com diversos significados: fé comum aos que crêem (Mc 16.17, 18); fé como fruto do Espírito (Gl 5.22); fé como dom, outorgada pelo Espírito Santo (l Co 12.9a); fé como meio para a salvação (ou fé salvífica), conforme Rm 5.1, que é o sentido pelo qual o termo é estuda­do na epístola de Tiago.

2. As obras. No sentido comum, obras são realizações, execuções, ações, procedimentos, atuações, hu­manas. No sentido bíblico, temos acepções como "as obras de Deus", que indicam aquilo que foi e conti­nua sendo feito por Deus (ler Jo l .3; 5.17; Cl.1.16; Hbl.2); "obras da carne"(Gl 5.19-21); e "obras da lei'1 (Rm 3.20), as quais, no sentido da lição em estudo, tratam-se de obras humanas como meio de salvação, como práticas religiosas, orações, penitência, sacrifícios, flagelações, privações, enclausuramento, filan­tropia, doações, etc.

II. O RELACIONAMENTO ENTRE A FÉ E AS OBRAS

1. No Antigo Testamento. Na velha aliança, as obras exteriores ti­nham um valor fundamental.
a)   O tropeço na lei. Tiago diz que"qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos" (Tg 2.10).

b)   Os sacrifícios. O livro deLevítico dá-nos uma ideia de como Jeová queria que seu povo se relaci­onasse com Ele. Deus exigia santi­dade do Seu povo (Lv 20.26). Por isso, dele eram exigidos sacrifícios os mais diversos, os quais eram obras que apontavam para Cristo, como "sombra dos bens futuros' (Hb 10.1).

2. No Novo Testamento. Para entendermos melhor o assunto, pre­cisamos lembrar que a justificação não é elemento isolado da salvação. Ela se integra com a regeneração, a santificação e, no futuro, à glorifi­cação.

2.1 A abordagem de Paulo.

a)   A justificação de Abraão, Pau­lo não aceita o valor das obras da lei para a justificação do homem. Em Rm 4,1-5, ele diz que mesmo Abraão foi justificado pela fé, sendo-lhe isso imputado como justiça (ler Gl 3.7,8).

b)   O desvaler das obras da lei. O apóstolo, considerando que todos estão debaixo do pecado (Rm 3.9), ressalta que "não há quem faça o bem, não há nenhum só" (Rm 3.12b). "Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conheci­mento do pecado" (Rm 3.20).

c ) A maldição da lei. Paulo afir­ma claramente que, quanto à salva­ção pela fé em Cristo, "aqueles, pois, que são das obras da lei estão debai­xo da maldição" (Gl 3.10a), visto que a lei considera maldito todos os que não permanecem "em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las". "Porque a letra (as exigências da lei} mata, e o Espírito vivifica"(2Co3.6).

d) A lei serviu de aio. O apóstolo diz que a lei serviu para "nos con duzir a Cristo, para que pela fé fôs­semos justificados" (Gl 3.24), e con­clui: "Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio" (Gl 3.25).

e) A justificação é somente pela fé. A Palavra afirma ainda como dou­trina que "o homem não é justifica­do pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo", "para sermos justifi­cados pela fé de Cristo, e não pelas obras da iei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justi­ficada" (Gl 2.16). Vide Gl 5.3,4 e RmS.l.

2.2 A abordagem de Tiago.

a) A fé sem as obras pode sal­var? Tiago faz uma pergunta incisi­va: "Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?" (v. 14).

b)A fé sem as obras é morta(v. 17). Após exemplificar o caso de um irmão ou irmã necessitados, e despedidos por um crente, que os manda ir em paz, sem, contudo, dar-lhes as coisas necessárias, Tiago afir­ma categoricamente que "a fé, se não tiver as obras, é morta em si mes­ma".

c) A fé demonstrada pelas obras (v. 18). Tiago desafia alguém a mos­trar a fé sem as obras e garante que pode mostrar a fé pelas obras. Ele, como Paulo, toma o exemplo de Abraão, destacando o aspecto visí­vel da fé do patriarca, quando ofere­ceu seu filho para ser imolado (v.21), acentuando que a fé cooperou comas obras e estas aperfeiçoaram a fé, concluindo que "o homem é justifi­cado pelas obras e não somente pela fé" (v.24).

d) O exemplo de Raabe. Tiago diz que Raabe, a meretriz, que aco­lheu os espias enviados por Josué, creu em Deus e foi justificada pelas obras. Ou seja: pelo seu ato consci­ente de que estava acolhendo servos do Deus Altíssimo (v.25).
III. A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ E TAMBÉM PELAS OBRAS
1.   A aparente discordância en­tre Romanos e Tiago.

Não há contradição sobre os en­sinos da justificação pela fé e tam­bém pelas obras, nos livros acima. Romanos trata da justificação do pecador, do ponto de vista de Deus, e como um ato perante Ele; ao passo que Tiago trata do mesmo assunto, do ponto de vista humano, e como um processo contínuo na vida cris­tã, aqui no mundo. O salvo é cida­dão do céu, mas também da Terra.

2. A aparente discordância ex­planada.
Paulo no cap. 4 de Roma­nos (e noutras partes desse livro) tra­ta da doutrina fundamental da justi­ficação pela fé; justificação esta pe­rante Deus, cuja lei o pecador, ago­ra arrependido e penitente, violara continuamente. Na salvação do pe­cador a evocação de obras humanas é um ultraje a Deus. Tiago, porém,no cap, 2 do seu livro, trata da mes­ma doutrina, mas de outro ângulo: o pecador perante o mundo, isto é, o lado visível da justificação; aquilo que o próximo pode ver no crente. O mundo não pode ver a fé, mas vê as obras, isto é, a nova vida do cren­te em Cristo. Portanto, o pecador é justificado pela fé somente em Cristo, na pesença de Deus; mas perante os homens o pecador é justifica do pelas obras da luz vista, nele.

a)  Paulo vê a justificação inici­al Esta é ato meritório de Deus e não da justiça obtida pelas obras da lei ou das obras humanas, quando o ho­mem aceita, pela fé, Jesus Cristo
como Salvador.

b)    Tiago vê a justificação pro­gressiva. É a justificação sob o pon­to de vista das evidências através das obras da fé, ou seja, as consequênci­as da fé. O que, em última análise, irmana-se à santificação, que é o as­pecto da salvação em processo. Isso porque uma fé sem evidências é urna
fé morta. Não é fé salvífica, pois
esta não pode ser estéril.

c)As causas da justificação. Não é a fé inconsequente nem as obras da lei que justificam o homem. Este é justificado, da parte de Deus: 1) Pela graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente
pela sua graça, pela re­denção que há em Cristo Jesus" (Rm 3.23,24); 2) Pelo sangue de Cristo (Rm 5.9); e 3) Pela resserreição de Cristo (Rrn 4.25).

d)O meio da justificação. Aqui, sim, entra o papel da fé. Ela não é causa nem é fim. E meio entre a graça ajustificação. E a Bíblia nos dá luz sobre isso, quando diz: "Pela gra­ça sois salvos, por meio da fé ..."(Ef 2.8).

e) O resultado precípuo da fé. Em Rm 5.1, lemos: "Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cris­to". É o mesmo que dizer; justifica­ dos por meio da fé. A justificação faz parte da salvação. Esta vem da gra­ça, mediante a fé, resultando na "paz com Deus" por intermédio de Jesus Cristo.

f) As evidências da justificação. Nesse ponto, a Bíblia declara no cap. 2 de Tiago que "a fé se não tiver as obras é morta em si mesma" (v.17). Isto não é uma contradição entre os sacros escritos de Paulo e Tiago, pois ambos foram inspirados pelo mesmo Espírito. É que Tiago aborda ajustificação sob o ângulo dos efeitos, das evidencias, na vida do crente fiel, enquanto Paulo vê o assunto sob ângulo das causas da Justificação como ato perante Deus.

g)        Paulo também salienta as obras do salvo. Sim! Após dizer que a salvação não vem das obras (como causa), ele as severa que Deus nos fez, "criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef2.10). As obras dos salvos são tão importantes, que Paulo diz que Deus "recompensará cada um segundo as suas obras". Ele dará "vida eterna,aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção"(Rm2.6,7),mas"indignação e ira" aos desobedientes, e “tribulação e angustia sobre toda alma do homem que faz o mal” (Rm 2.8,9)

CONCLUSÃO
Considerações finais sobre a fé e as obras: 1) A fé puramente intelec­tual não é a fé salvífica; 2) A fé salvadora é, também, fé servidora; 3) As obras aperfeiçoam a fé (Tg 2.22); 4)As obras justificam a fé (Tg 1.21); 5) A fé sem as obras (do salvo) é morta (Tg 2.17) e as obras (da lei, dos atos humanos, da carne - Gl 5 . 1 9; 2 Tm 1.9) sem a fé, são mortas; e 6) A fé salvífica tem que andar junta­mente com as obras do salvo, de­monstradas pela obediência em "san­tificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 1 2. 14).







APRENDENDO A ORAR

INTRODUÇÃO (Tiago 1.5-8; 5.14-15)

Orar é falar com Deus, louvando, agradecendo, pedindo, suplicando, intercedendo, com a alma voltada para o Onipotente. A oração, assim, é um meio maravilhoso de chegarmos à presen­ça do Senhor, de adentrarmos ao tro­no da graça, "com confiança, a fim de sermos atendidos em tempo opor­tuno". A perseverança na oração é indispensável para demonstrarmos nossa confiança e dependência de Deus.
I. DOIS TIPOS DE ORAÇÃO
1.   Oração convencional. É a oração feita pelo crente, na qual ele expressa seus sentimentos diante de Deus, sem um propósito de obter algo que dependa do exercício ime­diato da fé, como, por exemplo, a cura de um enfermo, a operação de maravilhas, sinais e prodígios, a ex­pulsão de demônios, etc. É a oração que fazemos ao deitar, ao levantar, agradecendo pelo pão de cada dia, pela família, pela igreja, pelo empre­go, etc. Se não tivermos cuidado, essa oração pode tomar-se rotineira, repetitiva, sem graça.
2.   Oração da fé. É a oração pela qual se busca a obtenção imediata ou mediata de uma bênção para si ou para outrem. Normalmente, quando se fala em "oração da fé", tem-se em mente a necessidade de um milagre de cura, libertação, vitória sobre pro­blemas que desafiam a fé. Tiago  orienta que, se alguém estiver doente, os presbíteros da igreja devem ser chamados, a fim de orarem pelo en­fermo, ungindo-o, em nome do Se­nhor, "e a oração da fé salvará o do­ente..." (v.14,15a).

II. CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO PERSEVERANTE
Perseverar quer dizer "conservar-se firme e constante; persistir, pros­seguir, continuar" (Dicionário Auré­lio). A oração perseverante tem es­ses significados.

1.  É feita com fé (v.5,6a).Tiago, exorta que, se alguém tem falta de sabedoria, deve pedi-la a Deus; pedindo, "porém, com fé, não duvidando". Quem duvida é compa­rado pelo apóstolo como a "onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte"(v.6b), A dúvida é a inimiga núme­ro um da fé, A fé é a confiança ina­balável em Deus, sendo "o firme funda- mento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11.J). Só persevera na oração quem tem fé. Quem não ora com fé é candidato a não receber nada da parte de Deus (v.7).

2.  É paciente. A impaciência é o maior inimigo da oração perseve­rante. Nos dias apressados em que vivemos, são poucos os que se dedi­cam à oração perseverante. Hoje, em geral, as coisas têm a marca da pres­sa. A comida, por exemplo, é "fastfood" (alimentação rápida, em in­glês). A maioria dos crentes gosta mais da oração rápida, "instantânea". A oração perseverante desafia  a pa­ciência do orante. Exige tempo, cui­dado, interesse em estar na presença de Deus. A Bíblia diz: "Não te apres­ses em sair da presença dele..." (Ec 8.3a). Jesus ensinou a parábola do juiz iníquo (Lc 18.1-8), na qual  res­salta o valor da persistência na oração (v.7). Em Mt 7.7, lemos "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á".

3.   Leva em conta a vontade de Deus. Na oração perseverante, o crente espera, confiando na vontade de Deus para o que Lhe pede. Na oração-modelo, Jesus ensinou: "Ve­nha o teu Reino. Seja feita a tua von­tade, tanto na terra como no céu" (Mt 6.10). Ele orou, no Getsêmane, três vezes, submisso à vontade do Pai: "...não seja como eu quero, mas como tu queres" (Mt 26.39); "Meu pai, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beber, faça-se a tua vontade" (Mt 26.42); na terceira vez, disse "as mesmas palavras" (Mt 26.44). O chamado Movimento da Fé ensina que nunca se deve dizer "se for da tua vontade...". Isso é fal­sa doutrina. Submeter-se à vontade de Deus é sinal de humildade ante a soberania do Senhor. Há quem pre­gue que só se deve orar uma vez por um problema, dizendo que repetir a oração é falta de fé. Não entendemos assim, pois a Bíblia manda orar sem cessar (l Ts 5.17); perseverar na ora­ção (Cl 4.2). Homens e mulheres de oração passam, em média, pelo me­nos, uma hora de oração por dia.
III. ORAÇÃO PERSEVERANTE OU CONFISSÃO POSITIVA? 

1. A confissão positiva. Segun­do Hank Hanegraaf no livro Cristi­anismo em Crise, (CPAD),     confissão positiva é um dos elementos bá­sicos do Movimento da Fé. Um dos seus arautos modernos  diz que recebeu diretamente de Jesus a "Fórmu­la da Fé", que se constitui de quatro pontos: 1) Diga a coisa; 2) Faça a coisa; 3) Receba a coisa e 4) Conte a coisa. A confissão positiva é o pri­meiro ponto.

a) Tudo depende do indivíduo - Segundo essa doutrina, "positiva ou negativamente tudo depende do in­divíduo. De acordo com o que o in­divíduo disser é que ele receberá". A vontade de Deus fica dei­xada de lado. Para os que seguem essa doutrina, não se deve orar, di­zendo "seja feita a tua vontade...". Basta "decretar" que algo aconteça e deve acontecer! Tais ensinos têm levado muitos ao desespero. Certos crentes têm dito a enfermos que "de­cretem" sua cura e, depois, os doen­tes morrem; outros, "determinam" que devem ficar ricos, e isso não acontece. Cremos que Deus é Deus de bênçãos, mas Sua vontade é so­berana, e Ele não pode ficar depen­dente da palavra positiva ou negati­va de ninguém.

b) Não sabemos orar - A confis­são positiva cai por terra, diante da afirmação da Bíblia em Rm 8.26, que diz: "porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis". Ora, se não sabemos sequer pedir como convém, quanto mais "decre­tar" alguma coisa de que precisamos.
    c)Confissão negativa - O fato de não aceitarmos a confissão positiva, na maneira em que ela é formulada, não deve nos levar ao caminho da confissão negativa, pessimista, em que o crente, lamuriando, diz: "Não posso, estou fraco, não sou nin­guém". A Bíblia nos ensina: "Posso todas as coisas naquele que me for­talece" (Fp 4.13). Note-se que tudo podemos "naquele" que nos fortale­ce e não em nossas declarações.


2. A oração perseverante. Na oração perseverante, o crente colo­ca-se na dependência da vontade de Deus, com paciência.

a)  Não é obstinação  - De acor­do com a Bíblia, nenhum homem deve achar-se no direito de recebera resposta de Deus aos seus pedi­dos ou "decretos". Moisés, o gran­de líder do êxodo, rogou a Deus que o deixasse entrar na terra pro­metida, mas o Senhor lhe disse:"Basta; não me fales mais neste negócio" (Dt 3.26). E ele não in­sistiu mais. Paulo orou a Deus três vezes sobre o "espinho na carne" e o Senhor lhe respondeu: "A mi­nha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Co 12.8,9).

b)  Nada tem a ver com pensa­mento positivo -A oração perseve­rante fundamenta-se na fé em Deus e na Sua vontade soberana. João,em sua primeira epístola, diz: "E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, se­gundo a sua vontade, ele nos ouve"(l Jo 5.14). O apóstolo do amor doutrina sobre a eficácia da oração, enfatizando que Deus nos ouve "em tudo o que pedimos", de modo que alcançamos as petições "que lhe fizemos" (l Jo 5.14,15). Se iso­lar mos o último versículo, caire­mos na confissão positiva. Mas, li­gando-o com o anterior, veremos que a expressão-chave é "segundo a sua vontade". O pensamento po­sitivo coloca a fé na fé; a fé nas palavras. Estas passam a ter um valor absoluto, independente da vontade de Deus. Oração perseve­rante baseia-se na fé, na paciência e na vontade de Deus.

c) É oração contínua - Um exem­plo claro, na Bíblia, de oração per­severante, é a que a igreja fez por Pedro, quando ele fora preso por Herodes (At 12.5). Os irmãos ora­ram de modo contínuo, dia após dia. Ao ser liberto pelo anjo de Deus, Pedro dirigiu-se à casa de Maria, ain­da de madrugada, onde "muitos es­tavam reunidos e oravam"(At 12.12). Se fossem adeptos desses ensinos modernistas, só teriam ora­do uma vez e ido dormir.
CONCLUSÃO
A perseverança na oração é es­sencial para que o crente receba as bênçãos da parte de Deus. O salmista disse: "Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim"(Sl 40.1). Tendo sido grandemente abençoado, ele passou a louvar a Deus. Assim, devemos confiar no Senhor, no Seu poder, no Seu amor, e, também, na Sua soberania.

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.::VENCENDO PROVAS E TENTAÇÕES::.

I. TENTAÇÃO(Tiago 1.2-16)

          1.       Conceito. Tentação é "ato ou  efeito de tentar; disposição de âni­mo para a prática de coisas diferen­tes ou censuráveis" (Dicionário Au­rélio). Biblicamente, podemos dizer que é o convite ao pecado.

2.O significado na epístola. Em Tiago, tentações têrn o significado de perseguições, lutas e provações pe­las quais o crente pode passar.
    II ORIGEM DA TENTAÇÃO

     A tentação tem três origens ou fontes:

1       Da parte da carne.

a) Tentação humana. A Bíblia nos diz que "não veio sobre vós ten­tação, senão humana" (l Co 10.13).Neste texto, podemos entender que "tentação humana" quer dizer a que é própria da natureza carnal do ho­mem (ver Rm 7.5-8; Gl 5.13,19). Ela tem seu aspecto mal, pernicioso, incitador ao pecado.
b) O significado da carne. A car­ne, é o "centro dos desejos pecami­nosos" (Rm 13.14; Gl 5.16,24). Dela vem o pecado e suas paixões (Rm7.5; Gl 5.17-21). Na carne não habi­ta coisa boa (Rm 7.18). Devemos salientar que o termo carne, aqui, não se refere ao corpo, que não tem nada de mal em si mesmo, mas à nature­za carnal, herdada de nossos pais. Ocorpo do crente é templo do Espíri­to Santo (l Co 6.19,20).

2.   Da parte do mundo. O mun­do, como fonte de tentação, não é o mundo físico, criado por Deus. O Di­cionário da Bíblia, de Davis, diz que"a palavra mundo emprega-se frequentemente para designar os seus habitantes", como em SI 9.8, Is 13.11 e Jo 3.16. O Dicionário Teológico (CPAD), referindo-se ao mundo, diz que "No campo da teologia, porém, é o sistema que se opõe de forma persistente e sistemática ao Reino de Deus". João exorta a que não ame­mos "o mundo, nem o que no mun­do há". "Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a so­berba da vida, não é do Pai, mas do mundo" (l Jo 2.15,16). Tudo isso é fonte de tentação.

3. Da parte do Diabo. É a fonte mais cruel da tentação. Seu caráter é sempre destrutivo.

a) Jesus foi tentado. É a fonte mais terrível e avassaladora da ten­tação. Dela, não escapou nem mes­mo nosso Senhor Jesus Cristo. Após o batismo em água, Ele foi conduzi­do "pelo Espírito para ser tentado pelo diabo" (Mt 4.1; Mc 1.13; Lc 4.2), Foi o único que não caiu em pecado (Hb 4.15).  
b) Homens de Deus foram tenta­dos. Homens de Deus, do porte de Abraão, Sansão, Davi, e tantos ou­tros, foram tentados pelo Adversá­rio (Satanás) a fazerem o que não era da vontade de Deus, com sérios pre­juízos para suas vidas.
 c) Os homens comuns são tenta­dos. Os homens são tentados a prati­car toda espécie de males, crimes, vi­olência, estupros, brigas, ciúmes, guer­ras, mentiras, calúnias, roubos, etc. ,
d) Os crentes são tentados. Até os crentes em Jesus são vítimas da ação do maligno, quando causam prejuízos à Igreja do Senhor, com escândalos, calúnias, invejas, divi­sões, rebeliões, busca pelo poder, politicagem religiosa, e tantas outras coisas ruins.
III O PROCESSO DA TENTAÇÃO
A tentação se constitui num pro­cesso, que tem os seguintes passos:

1.    Atração do desejo (v.14a)."Mas cada um é tentado, quando atraído..." Primeiro, vem a atração pelos sentidos: visão (l Jo 2.16); audição (l Co 15.33); olfato; gosto,e tato(Pv6.17).

2. Engodo (isca). A pessoa é atraída, seduzida e "engodada pela própria concupiscência" (v.14b).

3. Concepção do desejo (da concupiscência). Na mente, nos pensamentos ( Mc 7.21-23), o de­sejo é concebido. Só se faz o que se pensa (v. 15a), Nesse ponto, ainda se pode evitar o pecado.
4. O pecado é gerado. "Depois,havendo a concupiscência concebi­do, dá à luz o pecado" (v.15). Ainda na mente, já nasce o pecado. Alguém pode adulterar só na mente (Mt5.27,28).
5. A consumação do pecado(v.15b). "...e o pecado, sendo con­sumado, gera a morte." A morte, aqui, é espiritual. Nesse ponto, só há solução se houver arrependimento,ainda, em vida.
É importante entendermos esse terrível processo, a fim de que nos resguardemos dele. Alguém já disse que ninguém pode impedir que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas pode impedi-lo de fazer um ninho nela. Isso ilustra o processo da tenta­ção. Esta, em si, não é pecado. Peca­do é praticar o que a tentação sugere.
IV. DIFERENÇA ENTRE TENTAÇÃO E PROVAÇÃO

A tentação, conforme estudamos, é sempre urna indução ao mal, ao pecado. A provação, no entanto, não tem esse sentido. Quando a Bíblia diz que Deus tentou alguém, deve­mos entender que Deus o provou, e isso tem objetivos muito elevados, conforme descrevemos a seguir. Tiago nos diz que "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta" (v.13).
Quando a Bíblia diz que alguém foi tentado por Deus, isso pode ser entendido como provação. Abraão só foi considerado o pai de todos os que crêem, porque creu e foi "tentado", ou seja, "provado" por Deus (ver Gn 22.1-18). A prova da fé é essencial para "louvor, honra, e glória na re­velação de Jesus Cristo" (l Pé 1.7).
Tiago exorta os crentes a terem "grande gozo", quando caírem em "várias tentações", sabendo que "a prova da vossa fé produz a paciên­cia" (v.2,3). Ele considera uma bem-aventurança o crente sofrer a tentação, porque, quando for prova­do, receberá a coroa da vida (v. 12).
V. SETE PASSOS PARA A VITÓRIA NA TENTAÇÃO

1. Saber utilizar a Palavra de Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo,
quando foi tentado, não deu chance ao Diabo para conversar muito com Ele. A cada insinuação do maligno, ele usava a "espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" (Ef 6.17b), di­zendo: "Está  escrito..." (Mt 4.4b, 7a, l0b). Por isso, é preciso ler a Bíblia, para usar a Palavra na hora certa.
2. Através da oração. Jesus nos mandou orar sem cessar para não cairmos em tentação (Lc 22.40; l Ts 5.17). A maioria dos crentes, hoje,não ora. Certo pregador disse: "O Diabo ri da nossa sabedoria, zomba das nossas pregações, mas treme di­ante de nossas orações".
3. Através da vigilância. Jesus enfatizou a importância da vigilân­cia  para não cairmos em tentação (cf.Mt 26.41a).
4. Através da disciplina pesso­al. Falando sobre o "atleta cristão",Paulo diz que "aquele que luta, de tudo se abstém" (l Co 9.25a). Em seguida, afirma: "Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão,para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma manei­ra a ficar reprovado" (l Co 9.27).Muitos caem, por exemplo, na ten­tação do sexo, porque não sabem controlar seus instintos.
5.   Resistindo ao Diabo. O ini­migo sabe qual é o ponto fraco de cada crente. Mas, com determinação e resistência, no Espírito, é possível ser vitorioso ( l Pé 5.8,9; Tg 5.17). José, jovem hebreu, mesmo pagan­do terrível preço, não se deixou ven­cer pelo pecado do adultério. Foi vencedor e exaltado por Deus.
6.Buscando a santificação. É preciso que o crente viva a separa­ção integral para Deus (Hb 12.14; l Pé 1.15).
7.    Ocupando a mente com as coisas espirituais. Isso se consegue através da oração, jejum, estudo da Bíblia e leitura de bons livros; ser­vindo, evangelizando, louvando, par­ticipando da obra do Senhor, santi­ficando a mente, a vida e o corpo ( l Ts 4.3-7).
                                                    CONCLUSÃO
6. A tentação, no seu sentido mais comum, é um processo terrível, da parte do homem, do mundo e do Di­abo, cuja finalidade é destruir a fé, a santidade, a comunhão com Deus, levando o crente a pecar. Para ven­cer, é preciso fazer como Jesus, que usou a "Espada do Espírito" a Pa­lavra. E preciso usar as armas que Deus colocou à disposição de Seus servos. Em Cristo, "somos mais que vencedores" (Rm 8.37).


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