MOLOQUE II



Ele era um ídolo horrendo. Às vezes, davam-lhe a aparência de um ser híbrido (meio homem, meio boi), e estendiam-lhe desmesuradamente as mãos a fim de que, nos grandes festivais e cultos, viesse a acolher pomposa e vorazmente os filhinhos de seus tolos adoradores : para serem queimados num ritual desumano e abominável.
Esculpido todo em bronze, seus sacerdotes recheavam-no de produtos inflamáveis. Em seguida, utilizando-se de uma tecnologia que vinha sendo aperfeiçoada de geração a geração, aqueciam-no até que se fizesse infernalmente rubro.
Com o deus já todo esbraseado e sob o sádico olhar de seus sa­cerdotes, vinham-lhe os adorado­res como que hipnotizados por todos os demónios para lhe ofe­recerem o que de mais precioso haviam recebido do Único e Ver­dadeiro Deus. E, agora, sob o ru­far dos tambores, colocavam seus filhinhos nas mãos enrubescidas de Moloque.
Covarde e barbaramente! As­sim eram assassinadas milhares de crianças amonitas.
Pensa você que isso ficou no passado? Infelizmente, neste exato momento, há muitos pais ofe­recendo seus filhos ao abominável Moloque. Inconscientemente, tal­vez esteja você depositando seus filhos no altar do demônio. Leia cuidadosamente esta materia, e veja em que ponto está falhando na cri­ação de seus filhos.

I. QUEM ERA MOLOQUE
Moloque era representado de diversas maneiras. Às vezes, suas mãos encontravam-se bem rentes ao chão para facilitar o acolhimen­to de suas vítimas. Noutras, acha­vam-se elas de tal forma postadas que, tão logo recebiam as oferen­das, em sua maioria crianças recém-nascidas, deixavam-nas cair numa fornalha onde eram carbo­nizadas.
1. O deus dos amonitas. Moloque era o deus dos filhos de Amom.No hebraico o seu nome significa rei. Era conhecido tam­bém como Moleque, Malcã e Milcon. Os amonitas que, como se sabe, descendiam de Bem-Ami, fi­lho de Ló (Gn 19.38), dedicavam a essa abominação todas as suas reservas morais, sociais e nacio­nais. Seus sacerdotes eram repu­tados como mais nobres do que os próprios príncipes (Jr 49.3).
2. O deus da vergonha.Era Moloque um ídolo de tal forma detestável, que os israelitas piedo­sos chamavam-no de bosete: ver­gonha e opróbrio.
3.  O deus do fogo. Assim também era conhecido, pois no fogo consumia Moloque as suas ví­timas.

II.  AS VÍTIMAS DE MOLOQUE
Diante de tanta barbárie, não podemos evitar a pergunta: Por que os amonitas ofereciam seus fi­lhos a um tão abominável ídolo? Pensavam eles estarem buscando o favor deste e a expiação de suas faltas. Imaginavam também que, por intermédio do fogo, Moloque purificava suas vítimas. Mas que pecados podia ter um recém-nascido?
Algumas religiões tribais ainda adoram seus deuses oferecendo-lhes suas crianças. Tal prática, to­davia, é condenada de forma enér­gica pela Palavra de Deus.

III.    DEUS CONDENA OCULTO DE MOLOQUE
O Único e Verdadeiro Deus ja­mais admitiu, em seu culto, o envolvimento de vítimas humanas. Não se pode tomar o caso de Isaque, ou de Jefté, como argu­mentos em favor de tais sacrifíci­os. No primeiro caso, tratava-se de uma prova, cuja finalidade era le­var Abraão a reconhecer o abso­luto senhorio de Deus sobre a sua vida (Gn 22.1-13). E no segundo, vemos a demonstração de um zelo extremado por parte de um ho­mem que, embora piedoso, não tinha um perfeito conhecimento das ordenanças divinas (Jz 11.29,31).
O Senhor não aceita vítimas humanas; sua ordem é clara e não admite dúvidas: "E da tua semen­te não darás para a fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor" (Lv 18.21).
Mas, vindo a apostasia, homens como Salomão e Manassés desafi­aram a Deus e incensaram a Moloque. O primeiro rei, buscan­do globalizar o mundo de então, levanta um altar ao ídolo em ple­na Cidade Santa (l Rs 11.7). O se­gundo foi mais além; chegou a ofe­recer um de seus filhos à abominosa imagem (l Rs 21.6).
Através de Jeremias, o Senhor repreende duramente os filhos de Judá por causa dessa sua sangui­nária devoção: "E edificaram os altos de Baal, que estão no vale do filho de Hinom, para fazerem pas­sar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque, o que nunca lhes ordenei, nem subiu ao meu cora­ção que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá" (Jr 32.35).

IV. OS MODERNOS MOLOQUES
Se no Antigo Testamento, apre­sentava-se Moloque como aquele ídolo que, com a sua sanguinosa carranca, assustava a seus tolos adoradores, hoje mostra-se ele mais sutil. Mas não podemos en­ganar-nos; continua tão medonho quanto antes. Vejamos de que for­ma ele é apresentado em nossos dias.

1. O Moloque-aborto. Não são poucos os movimentos e ong's que, dizendo-se defensores dos di­reitos humanos, acham-se a fazer apologia do aborto. Alegam eles que a mulher tem o direito de fa­zer o que bem entende com o seu corpo, inclusive assassinar o filhinho que traz no ventre. Os tais libertários incentivam e até custei­am o assassinato de milhões de crianças todos os anos. Em nada diferem de Hitler, Stálin ou Mão Tsé-tung.
O que não sabem estes infan­ticidas é que o mandamento divi­no permanece inalterável: "Não matarás" (Êx 20.13). E se pensam que o Senhor está alheio ao seu crime, deveriam ler com vagar e temor o Salmo 139. Este cântico de Davi, conhecido como o Salmo da Mulher Grávida, descreve com que cuidado o Todo-Poderoso Deus acompanha o desenvolvimento do feto no ventre de sua mãe.
Deus julgará a todos os homi­cidas. Antigamente, os pais esperavam seus filhos nascerem para oferecê-los a Moloque. Hoje, antes mesmo que saiam eles da madre, já os oferecem ao demónio.

2.  Moloque-Televisão,
Quantas crianças não estão sendo educadas hoje pela televisão! Dei­xam-nas os pais expostas a todas as influências de uma programa­ção violenta, erótica, pervertida,ateia, blasfema e satanista.
Em muitas casas, não mais se adora a Deus; incensa-se a um Moloque eletrônico, colorido e se­dutor.
Atentemos ao mandato divino: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando en­velhecer, não se desviará dele" (Pv 22.6). Somente assim estaremos livrando nossos filhos das garras de Satanás.
Você tem educado seus filhos nos caminhos do Senhor? (Dt 6.6,7), Tem lido a Bíblia com eles? Tem orado com eles? E por eles tem intercedido? Ou deixa-os para serem educados por homens e mulheres destituídos da glória de Deus?
3.  Moloque-educação-carente. Quantos pais não estão a agir exatamente como Eli! Apesar de conhecerem a Palavra de Deus e as suas justas e inegociáveis rei­vindicações, não se preocupam em conduzir os filhos no caminho do bem. Veja quão execráveis eram os filhos desse sacerdote: "Eram, po­rém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o SENHOR. Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o SENHOR" (l Sm 2.12,17).
O destino desses jovens, co­nhecemo-lo todos. De tão ímpios que eram, não havia mais lugar de arrependimento em seu coração; perderam a vida e a alma.
Eduquemos nossos filhos a fim de que não tenham eles a mesma sorte. Se os instruirmos conforme recomenda a Palavra de Deus, te­remos uma família de homens e mulheres santos e piedosos e irrepreensíveis como os recabitas (Jr. 35.1-19).
CONCLUSÃO
Nestes dias tão difíceis e tra­balhosos urge que invistamos amorosa e sacrificialmente na formação de nossos filhos. Faça­mos o culto doméstico todos os dias. A devoção familiar é insubstituível. Se nossos filhos não forem piedosos na casa pa­terna, jamais serão reverentes na Casa de Deus.
Esteja vigilante! Em consequên­cia de sua letargia e irresponsabi­lidade, não são poucos os pais que se acham a sacrificar seus filhos a Moloque. Os altares e nichos e tem­plos desta abominação estão espa­lhados por toda a cidade e, não raro, em nossas casas.
Você sabe quem são os amigos de seus filhos? Conhece os lugares que eles frequentam? Eles tem ho­rário para voltar para casa? Ou você é do tipo moderninho que faz todos os caprichos de seus filhos? Cuidado! Se você não os educar,seus filhos irão para o Inferno, e grande será a sua dor.
Não perca os seus filhos nem para as drogas, nem para a prosti­tuição, nem para o homossexualis­mo, nem para a criminalidade, nem para o ateísmo, nem para as seitas que infestam nossas cidades.
Miremos no amor sacrificial de Abraão, e santifiquemos ao Senhor cada um dos filhos que Ele, bon­dosamente, nos concedeu.




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